terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Billy Cobham, baterista



Desde sua revelação no início dos anos 1970, como um dos membros fundadores da Mahavishnu Orchestra, e como baterista / líder cujas gravações (como Spectrum) , seu complexo e poderoso estilo de tocar exerceu uma forte influência sobre as direções tomadas pelo Jazz e Jazz-Fusion; Billy Cobham continua sendo um desbravador musical incansável.

Panamenho por nascimento, um nova-iorquino por criação, e um morador da Suíça há mais de 25 anos, Cobham tem constantemente buscado uma ampliação de fronteiras, o envolvimento cada vez mais profundo com o mundo, não apenas como um baterista e mestre percussionista , mas também como compositor, produtor e educador que serve através da Música, na mesma medida em que ele constantemente expande sua expressão criativa pessoal.




Billy Cobham nasceu em Colón , no Panamá em 16 de maio de 1944. A família se mudou para os EUA , no inverno de '47 , vivendo primeiro no Harlem e , em seguida, na área de Bedford- Stuyvesant de Brooklyn. "A música estava ao meu redor ", lembra ele . " Principalmente ou música folclórica latina ou tipico , como a chamavam no Panamá, ou ainda Jazz. "

Cobham, cujo primeira apresentação remunerada veio aos oito anos , cortesia de seu pai pianista, iniciou sua experiência percussiva como um membro do St. Catherine Queensmen , um grupo de sopros e tambores em St. Albans, Queens. Ele passou a frequentar o famoso High School of Music and Art em Nova Yorque , onde estudou teoria musical e técnica percussiva ao lado de alguns dos grandes nomes musicais de hoje, incluindo o trompetista Jimmy Owens , o baixista Eddie Gomez, eo pianista Larry Willis. Na época, o "Jazz estava um pouco fora dos limites para os alunos , enquanto a música clássica era preferida por aquele estabelecimento de ensino . Então é claro que os alunos ansiava para se conectar com artistas de Jazz de qualquer forma que eles pudessem , seja através de encontros casuais em palestras escolares ou via gravações de LP que eles poderiam estudar e , eventualmente, imitar ".

Após o serviço militar, durante o qual ele tocou na Banda do Exército americano como percussionista (1965-1968), Cobham começou a trabalhar na banda de Horace Silver. (Enquanto em uma turnê européia com Silver em 1968, ele se tornou um dos primeiros percussionistas, junto com Max Roach e Tony Williams, a usar a bateria eletrônica feita pela empresa Meazzi em Milão). Ele também se apresentou com Stanley Turrentine e Shirley Scott, e gravou com George Benson.

Em 1969, Cobham co-fundou o grupo de fusion Dreams, que também contava com Randy e Michael Brecker, John Abercrombie, Don Grolnick, Barry Rodgers e Will Lee. No ano seguinte, ele foi convidado para se juntar ao grupo de Miles Davis e contribuiu para quatro gravações cruciais do trompetista, incluindo Bitches Brew (onde colaborou com o guitarrista John McLaughlin) e Tribute to Jack Johnson.

Durante os anos 1970 e 80, ele gravou constantemente como artista das gravadoras Atlantic, CBS, Elektra, e GRP, colaborando com artistas que vão de George Duke, John Scofield, e Tony Williams até Jack Bruce e o grupo Grateful Dead, tanto ao vivo quanto no estúdio.

Cobham engajou-se junto à UNICEF, em 1992, para trabalhar com pacientes autistas e crianças de rua em Santos-SP em um projeto musical que durou vários anos. "As crianças de rua entraram na minha alçda quase que por acaso, já que não faziam parte do meu projeto original", diz ele. "Mas devido ao impacto causado pelas personalidades em formação que cresciam sem orientação dos pais, era inevitável que eu me trabalhasse com eles, sendo alguns mentes brilhantes que abrigam talento bruto. A lástima é que muitos nunca teriam a oportunidade de usar os seus dons".

Em '93 Cobham atuou em, gravou e produziu o Festival WOMAD (World of Music, Arts and Dance) com Peter Gabriel, Okuta Percussion da Nigéria, e Farafina de Burkina Faso. (Sua associação com WOMAD continua até hoje: ao longo dos últimos anos, ele conduz aulas colietivas de Técnicas de Performance realizadas na Universidade de Bath Spa, na Inglaterra, e ele agora é um Patrono Oficial WOMAD em Bath.)

Outros destaques da década de 1990 incluem turnês e gravações com Jazz Is Dead, Paradox, Nordic, e a Orquestra de Jazz de Londres, além do desenvolvimento da série de livros Conundrum, cujos títulos têm o recurso de play-along que permite aos participantes para tocarem acompanhados por gravações. (partituras para grupos de percussão, piano, metais, sopros, baixo, guitarra estão disponíveis através de Alfred Music Publications em associação com Rhythmatix Music, Ltd.)



Até o início dos anos 2000, Cobham tinha apresentado a série " The Art of Jazz", gravações e turnês extensivamente pela primeira vez com o The Art of 3 (Kenny Barron, Ron Carter), e com o The Art of 4 ( Carter, Donald Harrison, James Williams) e o The Art of 5 (Harrison , Guy Barker, Eric Reed ou Julian Joseph , Orlando Le Fleming ) . Ele também trabalhou com Culture Mix (com o tocador de Steel Pan Junior Gill ) , a gravação de dois álbuns com eles para CMMC (com distribuição através de In and Out Records); em 2003, ele ativou Spectrum, uma banda que reinterpreta a música do famoso álbum de mesmo nome.

Sua colaboração actual com o grupo cubano Asere está em andamento desde sua primeira apresentação juntos no Festival WOMAD , em Reading em 2002. Um novo CD , De Cuba y de Panamá ¡ , foi lançado em Junho de 2008 .

"É muito , muito interessante para mim ouvir esta música e tocar música como Mahavishnu Orchestra ou mesmo com Jack Bruce , mas a minha abordagem é fundamentalmente a mesma ", disse o baterista. " Eu tenho uma raiz latina , e ela aflora em tudo o mais o que faço.

"A música vai dizer ao mundo quem você é, com base no que você apresenta e como você apresenta. Você não pode mentir através dela. Por isso, eu me encontro constantemente buscando aprender; esta relação com Asere e a música que fazemos juntos, está me ajudando a me reconectar. Estou reconectando com minhas raízes do Panamá, a fim de visualizar melhor meu futuro através dessa compreensão mais clara do meu passado."

E como acontece em qualquer esforço artístico, aquilo que é pessoal torna-se universal, e mais recente jornada musical de Cobham - voltando às suas origens - , será compartilhada e saboreada por seus ouvintes ao redor do mundo.

Em 2011 Cobham começou a ensinar bateria on-line na Jazz e Fusion Drum School, e, em 2013 , Cobham comemorou o 40 º aniversário do lançamento do CD Spectrum com uma turnê nos EUA , Canadá e Europa com a Spectrum 40 Band. Também nesse ano , Purple Pyramid Records lançou o CD duplo Billy Cobham Compass Point, gravado ao vivo no hotel Compass Point , nas Bahamas , em 1997 , que nunca havia sido lançado antes.

O início de 2014 marca o lançamento do tão esperado Tales from the Skeleton Coast , que é terceira das quatro gravações produzidas como uma homenagem aos pais de Cobham , ambos músicos .

Este ano, Cobham continua a desenvolver a sua engenhosa série Extended Works , uma exploração musical pioneira que irá tomar forma em colaboração com orquestras locais de Jazz ao redor do mundo. Esta série de performances vai apresentar suas aclamadas composições , compartilhando sua vasta história musical com diversos públicos em nível mundial.



Fonte: http://www.billycobham.com/html/biography.php
Tradução e adaptação: Aristides TG Cavalcante



quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Mary McLeod Bethune, educadora, filantropa e ativista dos direitos civis (1875 - 1955)


A linda história de Mary McLeod Bethune, uma das mulheres mais brilhantes da história dos Estados Unidos.
Mary McLeod nasceu em 1875, na cidade de Mayesville, Carolina do Sul, Estados Unidos. Filha de um casal liberto da escravidão e irmã de mais 16 pessoas, Mary ajudava a mãe a lavar roupas na casa de brancos. Um dia, com 12 anos, ela adentrou na casa de uma das clientes de sua mãe e apanhou um livro da estante, logo foi repreendida pela filha da dona da casa, que disse: “Você é negra, negros não sabem ler”.

Naquele momento, Mary percebeu que a coisa mais importante que desigualava brancos e negros era a alfabetização. Era final do século XIX e poucas salas no sul dos Estados Unidos aceitavam negros, McLeod pressionou a família para matriculá-la em uma sala de aula apenas para negros na Trinity Mission School, instituição dirigida pela ordem religiosa Presbiteriana. A família permitiu, mas a orientou a se virar, por serem humildes, seus pais não puderam proporcionar boas condições para que ela estudasse. Mary caminhava 16 km todos os dias para chegar à escola. Em pouco tempo, ensinou os pais e os irmãos a ler e a escrever, os membros da família foram os primeiros a experimentarem a vocação educadora de Mary. 


Por se destacar como melhor aluna da escola, Mcleod conseguiu uma bolsa de estudos Instituto Dwight L. Moody, uma instituição religiosa que formava missionários e professores. Docente formada, iniciou sua carreira alfabetizando negros em fazendas e periferias americanas, de casa em casa, Mary levava a magia da leitura e escrita para os excluídos da sociedade americana. Foi a partir desse trabalho que ela ingressou na luta pelos Direitos Civis dos Negros, sendo uma das primeiras mulheres a organizar movimentos contínuos contra as leis Jim Crow (leis que garantiam a segregação racial). 


Mary formava e orientava seus alunos a se movimentarem para transformar o status quo da sociedade, levou muitos alunos para tirarem documentos, ensinava matemática financeira e sobre a história da escravidão. 
Muito influente entre os líderes políticos e religiosos batistas e metodistas, Mary conseguiu arrecadar fundos para abrir uma escola particular para afro-americanos em Daytona Beach. O colégio atingiu excelentes notas no ranking das melhores escolas da Carolina do Sul e, mais tarde, se transformou na Universidade Bethune-Cookman, uma das primeiras instituições educacionais a abolir a segregação entre negros e brancos. Além do trabalho na escola e universidade, Mary conseguiu licença para lecionar dentro de presídios, alfabetizando os internos e os encaminhando para o mercado de trabalho.


Mas o maior destaque na vida dessa grande heroína foi a contribuição que deu à luta pelos Direitos Civis dos Negros. Mary foi participante ativa de protestos contra o racismo institucional e escreveu manifestos sintetizando as reivindicações da causa. Através de sua influência, pressionou deputados e senadores. McLeod debatia face a face com os homens e mulheres mais racistas do poder político americano. Foi tão importante para as reivindicações dos afro-americanos que passou a ser chamada de "Primeira Dama da Luta". 


A consagração como porta voz do movimento negro viria no início dos anos 40, quando foi nomeada conselheira sobre assuntos raciais de Franklin Delano Roossevelt, o presidente americano procurava acalmar as tensões raciais nos Estados do Sul.


Estima-se que, em toda sua vida, Mary tenha ensinado mais de 5 mil pessoas a ler, se contarmos o legado e o número de professores alfabetizadores que formou, o número de pessoas influenciadas por seus ensinamentos é incontável. 
O The New York Times colocou Mary McLeod Bethune na lista das 10 maiores mulheres estadunidenses da história. Seu nome também figura no Hall da Fama das Mulheres Americanas.


Mary morreu de tuberculose, aos 79 anos, em 1955, mesmo ano em que Rosa Parks, uma costureira de Montgomery, se recusou a levantar de um assento de ônibus para um branco sentar, fato que desencadeou a maior luta da história do Movimento pelos Direitos Civis dos Negros, nos Estados Unidos. Mary não presenciou o fato, mas, certamente, seu legado contribuiu decisivamente para a formação e consolidação das ideias que levaram o movimento negro a desafiar e derrotar parte da ordem institucional racista vigente nos Estados Unidos até a década de 1960.



Texto de Joel Paviotti



segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Gésio Amadeu, ator


Nasicido em 1947, em Conceição do Formoso, pequeno distrito de Santos Dumont, Minas Gerais, Gésio Amadeu, aos cinco anos, começou a cantar no coral da igreja de sua cidade. No final dos anos 60, chegou a São Paulo, logo conhecendo Bráulio Pedroso, que o convidou a atuar em Beto Rockfeller, na extinta TV Tupi, um maiores sucessos da televisão brasileira. De lá para cá, participou de mais de cinqüenta telenovelas e antológicas montagens teatrais, como Eles Não Usam Black-Tie, Jesus Cristo Super Star, A Moreninha, Gaiola da Loucas e Macbeth, passando, ainda, pelo cinema. Casado com a atriz e dramaturga Gabriela Rabelo, é pai de Ana, Rodrigo, Mário e Miriam.

CINEMA
2005 - As Vidas de Maria .... Jorge
1998 - Na rota dos Orixas - Atlantico Negro …entrevistado
1983 - O Médium
1981 - Eles não Usam Black-tie
1972 - Longo Caminho da Morte
1970 - A Moreninha .... Rafael

TEATRO
Os Negros
Pericles, O principe de tiro
Eu direi que é a vida tu dirás que é a morte
A sopa de pedra
Eles não usam Black Tie
Vamos colorir São Paulo
A Moreninha
Gaiola das Loucas
Macbeth
Jesus Cristo Super Star
Fogo na Terra
Memorias Postumas de Bras Cubas

NOVELAS
2016 - Velho Chico .... Chico Criatura
2013 - Flor do Caribe .... Alaor
2011 - Força-Tarefa .... Neimar
2010 - Araguaia .... Cirso
2009 - Paraíso .... Capita
2008 - Faça Sua História .... Silvério
2007 - Sítio do Picapau Amarelo .... Tio Barnabé
2006 - Sinhá Moça .... Justo
2005 - Essas Mulheres .... Sebastião
2004 - Seus Olhos .... Adolfo
2002 - O Beijo do Vampiro .... Gentil
2001 - Amor e Ódio .... Padre Abel
2000 - Vidas Cruzadas .... Josué
1999 - Terra Nostra .... Damião
1997 - Chiquititas (1997).... Chico
1997 - Os Ossos do Barão .... Misael
1995 - Sangue do Meu Sangue .... Pedro
1994 - A Viagem .... Julião
1993 - Você Decide (episódio O Juramento)
1993 - Renascer .... Jupará
1991 - O Fantasma da Ópera .... Sidney Falcão
1991 - Floradas na Serra
1990 - A História de Ana Raio e Zé Trovão .... Sebastião
1989 - Cortina de Vidro - Hugo
1987 - Helena .... Vátison
1986 - Sinhá Moça .... Fulgêncio
1984 - Meus Filhos, Minha Vida
1984 - Joana .... Joca
1982 - Sol de Verão
1982 - Paiol Velho
1981 - Os Imigrantes .... Josué
1979 - O Todo-Poderoso .... Tião
1979 - Gaivotas .... Otávio
1978 - O Direito de Nascer
1977 - Éramos Seis .... Raio Negro
1976 - O Julgamento
1971 - O Cafona .... Amadeu
1969 - A Cabana do Pai Tomás .... Sam
1968 - Beto Rockfeller .... Gésio




Misty Copeland, bailarina





Considerada prodígio que subiu ao estrelato, apesar de não começar o balé até os 13 anos de idade. Aos 15 anos, seus professores de balé, que estavam servindo como guardiões de custódia e sua mãe, lutaram contra uma batalha de custódia. Enquanto isso, já era uma dançarina premiada, estava oferecendo ofertas profissionais. As questões legais de 1998 envolveram indícios de emancipação da Copeland e ordens de restrição por parte da mãe. Ambos os lados abandonaram os processos legais, e Copeland mudou-se para começar a estudar sob um novo professor que era um ex-membro da ABT. 

Em 1997, ganhou o Loslight Music Center Spotlight Award como o melhor dançarina do sul da Califórnia. Escreveu dois livros autobiográficos e narrou um documentário sobre seus desafios de carreira, A Ballerina's Tale . Em 2015, foi nomeada uma das 100 pessoas mais influentes do mundo pela revista Time.



Fonte: Wikipedia
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quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Jorge Lucas, ator e dublador


Jorge Lucas Eduardo Costa, carioca, nascido em 1967, é um ator e dublador. Também conhecido como Jorge Eduardo.

Entre suas mais famosas dublagens estão os atores Vin Diesel, Ben Affleck, Matt Damon e Ben Stiller.

ATOR

Fez aparições em novelas e séries de TV como: A Diarista, Casos e Acasos, Força Tarefa, Pé na Jaca, Você Decide, Faça sua História, Nós da Escola, A Lei do Amor.

Também participou dos filmes: "Verônica", "Bellini e a Esfinge".


DUBLADOR

Filmes:

Ben Affleck em Pearl Harbor, Armageddon, Dogma, Contato de Risco, Shakespeare Apaixonado, O Pagamento, A Soma de Todos os Medos - SBT, Sobrevivendo ao Natal, Ele Não Está Tão Afim de Você, Intrigas de Estado, Atração Perigosa, Fora de Controle - Globo, Argo, Aposta Máxima.

Matt Damon em Onze Homens e Um Segredo, Doze Homens e Outro Segredo, Treze Homens e Um Novo Segredo, Os Infiltrados, Syriana - A Indústria do Petróleo, Invictus, O Desinformante, Além da Vida, Bravura Indômita - 2010, Contágio.

Ben Stiller em Entrando Numa Fria, Entrando Numa Fria Maior Ainda, Entrando Numa Fria Maior Ainda com a Família, A Inveja Mata, Heróis Muito Loucos, Pesos Pesados, Trovão Tropical, Roubo nas Alturas. Seus Amigos, Seus Vizinhos.

Jamie Foxx em Nos Bastidores do Jogo - TV, Colateral, Idas e Vindas do Amor, Django Livre, O Ataque, Um Milhão de Maneiras de Pegar na Pistola, Quero Matar Meu Chefe, Quero Matar Meu Chefe 2, Annie - 2014.

Vin Diesel em Triplo X, Riddick 3, Velozes e Furiosos, Velozes e Furiosos: Desafio em Tóquio, Velozes e Furiosos 4, Velozes e Furiosos 5: Operação Rio, Velozes e Furiosos 6, Velozes e Furiosos 7.

Mark Ruffalo em E Se Fosse Verdade, Em Carne Viva, A Grande Ilusão (2006), A Ilha do Medo, Onde Vivem os Monstros, Os Vingadores, Truque de Mestre, Ladrões de Cofre.

David Duchovny em Evolução, Connie & Carla - As Rainhas da Noite, Chaplin, Zoolander (SBT), Coisas Que Perdemos Pelo Caminho, Brincando com a Morte, Arquivo X - Eu Quero Acreditar.

Marlon Wayans em Todo Mundo em Pânico, Todo Mundo em Pânico 2, G.I. Joe - A Origem de Cobra, Bobeou Dançou, Inatividade Paranormal, Inatividade Paranormal 2, As Bem-Armadas.

Sam Worthington em Avatar, O Exterminador do Futuro - A Salvação, Fúria de Titãs (2010), Fúria de Titãs 2, A Grande Mentira, À Beira do Abismo.

Isaiah Washington em Romeu tem que Morrer, Garotas Selvagens 2, Navio Fantasma, Crime Verdadeiro, Tudo por um Segredo.

Don Cheadle em Um Homem de Família (TV), Homem de Ferro 2, Homem de Ferro 3, O Voo.

Johnny Depp em Era Uma Vez no México, A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça (TV), Medo e Delírio, Alice no País das Maravilhas - 2010.

Neal McDonough em Com as Próprias Maos, Minority Report - A Nova Lei, Red 2 - Aposentados e Ainda Mais Perigosos.

Simon Rex em Todo Mundo em Pânico 3, Todo Mundo em Pânico 4, Todo Mundo em Pânico 5.

Snoop Dogg em Confusões num Lava-Jato, Starsky & Hutch - Justiça em Dobro, Uma Festa no Ar.

Willem Dafoe em Homem Aranha, Homem Aranha 2, Homem Aranha 3.

Anthony Mackie em Controle Absoluto, Os Agentes do Destino.

Cillian Murphy em A Origem, Voo Noturno.

Frank Grillo em Marcados para Morrer, Guerreiro - Globo.

Jason David Frank em Power Rangers: O Filme, Turbo Power Rangers 2.

John Corbett em Casamento Grego, Na Trilha da Fama - TV Paga.

Karl Urban em Doom, Padre.

LL Cool J em Do Fundo do Mar, Ajuste de Contas.

Paul Bettany em Por Toda a Eternidade, Mortdecai: A Arte da Trapaça.

Sean Harris em Jesus - A Maior História de Todos os Tempos, Livrai-nos do Mal.

Vince Vaughn em Pela Vida de Um Amigo, Dias Incríveis.

Woody Harrelson em 2012, Austin Powers: O Agente Bond Cama.

Ben Chaplin em Além da Linha Vermelha.

Ben Mendelsohn em Êxodo: Deuses e Reis.

Benedict Cumberbatch em Cavalo de Guerra.

Billy Crudup em Missão Impossível III.

Bradley Cooper em O Olho que Tudo Vê.

Charlie Sheen em O Segredo do Sucesso.

Collin Farrell em Jovens Justiceiros.

David Gyasi em Interestelar.

David Ramsey em A Corrente do Bem.

David Strathairn em Quebra de Sigilo.

Chris Rock em Zohan - O Agente Bom de Corte.

Christian Bale em Shaft - SBT.

Dave Chappelle em Em Maus Lençóis.

Dwayne "The Rock" Johnson em Viagem 2: A Ilha Misteriosa

Dylan Walsh em A Casa do Lago.

Eric Stoltz em Pulp Fiction - Tempo de Violência.

Giovanni Ribisi em 60 Segundos.

Jason Lee em Vanilla Sky - SBT.

Jason Patric em Os Perdedores.

Jim Carrey em Minha Vida é Um Inferno.

Josh Brolin em Rosas da Sedução.

Laurence Fishburne em A Hora do Pesadelo 3: Os Guerreiros dos Sonhos.

Lenny Kravitz
em Preciosa - Uma História de Esperança.

Lombardo Boyar em Planeta dos Macacos: O Confronto.

Louis Ferreira em Jogos Mortais 4.

Michael Peña em Caça aos Gângsteres.

Mike Tyson em Crocodilo Dundee em Hollywood - TV.

Mos Def em Showtime - A Hora do Show.

Peter Sarsgaard
em Soldado Anônimo.

Pierfrancesco Favino em Anjos e Demônios.

Ray Winstone em Cold Mountain.

Seann William Scott em Para Maiores.

Seth Rogen em O Segurança Fora de Controle.

Stanley Tucci em Transformers: A Era da Extinção.

Steve-O em Jackass 2.5

Steve Carell em O Âncora - A Lenda de Ron Burgundy.

Terry Crews em Agente 86: Bruce e Lloyd - Fora de Controle.

Thomas Jane em A Outra Face.

Tom Sizemore em O Resgate do Soldado Ryan.

Tyrese Gibson em Bad Boy - O Dono da Rua.

Victor Webster em Procura-se Um Amor Que Goste de Cachorros.

Will Ferrel em Mais Estranho que a Ficção.


Animes e Desenhos:

Ace Ventura em Ace Ventura.

Armando em Rio.

Dick Vigarista em Maquinas Voadoras - Redublagem.

Duende das Sombras em O Máskara - Série Animada.

Eduardo em O Acampamento de Lazlo.

Jin em Yu Yu Hakusho.

Neon Dinamites Brilhantes em Trigun.

Stingmon em Digimon Adventure 02.


Seriados:

Jason David Frank em Power Rangers - 2ª voz, Power Rangers Zeo, Power Rangers Turbo, Power Rangers - Força Animal, Power Rangers - Dino Trovão.

Kevin Weisman em Alias Codinome: Perigo, Hello Ladies, Moonlight, Os Esquecidos.

David Duchovny em Arquivo X, Californication, Sexo e a Cidade.

Henry Ian Cusick em Lost - 2ª voz, Fronteiras (Fringe) e Lei & Ordem - Unidade de Vítimas Especiais.

Michael Beach em Parceiros da Vida, Divisão Criminal e Desaparecidos.

Charlie Sheen em Dois Homens e Meio - 2ª voz; Friends.

Matthew Davis em Cult, Diários de um Vampiro.

Simon Rex em Coisas que eu Odeio em Você, Jack & Jill.

Thomas Gibson em Mentes Criminosas e Dharma & Greg.

Tim Russ em Jornada nas Estrelas: Voyager e Confie em Mim.

Anthony Cistaro
(Kenneth Irons) em Witchblade - A Guerreira Imortal.

Bill Bellamy (Deaqon Hayes) em Fastlane Vivendo No Perigo.

Burn Gorman (Karl - 2ª voz) em Game of Thrones.

Andrew Shue (Billy Campbell - 2ª voz) em Melrose Place.

Bob Saget (Daniel "Danny" Tanner - voz) em Três É Demais.

C.Thomas Howell (Oficial Dewey Dudek) em Southland: A Cidade do Crime.

Daniel Dae Kim (Chin Ho Kelly) em Havai 5.0.

David Ramsey (John Diggle) em Arrow.

Gary Dourdan (Warrick Brown) em CSI: Investigação Criminal - TV Paga.

Isaiah Washington (Dr. Preston Burke) em Grey's Anatomy.

Jackson Raine (Tao - 1ª voz) em Mestre Das Feras.

Kevin Alejandro (Jesus Velasquez - 2ª voz) em True Blood.

Lyriq Bent (Frank Best) em Rookie Blue.

Matthew Rhys (Kevin Walker) em Brothers & Siters.

Michael DeLuise (Tony Piccolo) em SeaQuest.

Marlon Wayans (Marlon Williams) em Dupla do Barulho.

Michael Kelly (Doug Stamper) em House of Cards.

Michael Rosenbaum (Lex Luthor) em Smallville - As Aventuras do Superboy.

Michael Wright (Omar White) em Oz - A Vida é uma Prisão.

Patrick Flueger (Oficial Adam Ruzek) em Chicago P.D.

Paul Gross (Darryl Van Horne) em Eastwick: A Cidade da Magia

Paul Mcgilion (Paul McGillion - 1ª voz) em Stargate Atlantis.

Rupert Friend (Peter Quinn) em Homeland.

Ryan Bittle
(Todd Wilkins) em E Ai Galera!.

Seth Rogen (Ken Miller) em Freaks And Geeks.

Shaun Baker (Quick Williams) em V.I.P. - Segurança Especial.

T.J. Miller (Erlich Bachman) em Silicon Valley.

T.J. Storm (Bayu) em Conan - O Aventureiro.

Tahmoh Penikett (Tenente Helo Karl) em Battlestar Galactica - 2004.

Wolé Parks (Sam Alexander) em Devious Maids.


Novelas:

Alejandro Tommasi em Luz Clarita, Manancial; Amy, A Menina da Mochila Azul; Destilando Amor.

Manteiguinha, o cachorro em Cúmplices de um Resgate.


Fonte: 
Dublanet

Vivien Thomas, técnico cirúrgico (1910 - 1985)



Esse é Vivien Thomas, um dos principais nomes da história da cirurgia cardíaca, mesmo com pouco estudo formal, e nunca tendo pisado num curso de medicina, foi decisivo para o desenvolvimento de instrumentos e tratamentos  de doenças do coração, se notabilizou por ser um dos desenvolvedores do tratamento cardíaco para a "síndrome do bebê azul".

Vivien era filho de pessoas escravizadas, até os 18 anos realizava trabalho de carpintaria, nessa profissão inventou vários instrumentos para o melhor corte da madeira. Arrumou um emprego de zelador no laboratório do Dr. Alfred Blalock, fez amizade com o médico e começou, nas horas de folga, a observar as experiências do chefe com a dissecação de corpos de animais. Em pouco tempo, Vivien estava auxiliando Dr Blalock em pequenas cirurgias e experiências laboratoriais, junto ao pesquisador criou instrumentos que proporcionavam melhores cortes, virou braço direito do chefe e começou a juntar dinheiro para cursar medicina, durante a crise de 1929, viu o banco onde guardou toda sua poupança falir, Thomas ficou sem dinheiro. Ajudado pelo patrão conseguiu um emprego de auxiliar de cirurgia cardíaca no famoso "Hospital  Hopkins", mas sofreu grande preconceito dos médicos do local, visto que a classe era formada por maioria absoluta branca. Por ser negro foi contratado como faxineiro, se colocou a frente de algumas cirurgias e era constantemente consultado por alunos que faziam residência no hospital, nas horas vagas ficava na biblioteca do Hospital pesquisando os atlas do corpo humano e cardiologia.

Mas o brilho de Vivien tomou uma luz mais forte quando junto ao seu companheiro Dr Blalock realizaram a primeira cirurgia em um paciente com "síndrome do bebê azul", Vivien não pôde encostar no  paciente durante a cirurgia, mas em cima de um banquinho dava instruções para outros médicos participantes que ali operavam, o procedimento foi um sucesso. Em um período que o coração era um órgão quase intocável pela medicina, a dupla conseguiu avanços significativos na cirurgia  para a correção daTetralogia de Fallot, que matava muitos bebês anualmente. 



Após a morte de Blalock em 1964, Vivien permaneceu no hospital por mais 15 anos, ainda com registro de faxineiro.Somente em 1976, Vivien foi condecorado com um título de Doutor Honorário. No entanto, por não possuir graduação em medicina, recebeu um título de Doutor em Direito. O Cirurgião também foi nomeado para o corpo docente da Johns Hopkins Medical School como Instrutor de Cirurgia. Por falta de condições econômicas nunca se formou em medicina, mas se construiu como um dos principais nomes da história da cardiologia. 

Texto: Joel Paviotti


quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Raquel Maia, CEO da Pandora, uma das maiores joalherias do mundo


Rachel Maia começou uma palestra recente em São Paulo com a frase: “Represento, sim, 0,4% do universo de presidentes”.

CEO da operação brasileira da Pandora, uma das maiores joalherias do mundo.

Trajetória
Rachel tinha um diploma em Ciências Contábeis da Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU) quando começou a trabalhar na 7-Eleven, empresa americana com uma cadeia de lojas de conveniência em vários países, nos anos 1990.

Quando a companhia deixou o Brasil, ela usou o dinheiro da rescisão para “investir em mim mesma”. Foram dois anos em Vancouver, no Canadá, onde estudou inglês e administração. 

Pelo menos um mês por ano para novas especializações, como cursos de liderança e negócios na USP, Harvard Business School e Fundação Getulio Vargas.

Quando voltou ao Brasil, tornou-se gerente financeira da Novartis, grupo farmacêutico onde trabalhou por quatro anos, um deles nos EUA. Até então, suas indústrias de interesse eram a farmacêutica e a automobilística – nada mais.

Apaixonada por arte e especialmente por Pablo Picasso, ela estava em Nova York quando decidiu voltar a São Paulo impulsivamente para conhecer a filha do pintor, Paloma Picasso, que estava lançando uma linha de joias com a Tiffany & Co., uma das joalherias mais tradicionais do mundo.

Foi ali, em 2000, que caiu no mundo do luxo por acaso. Abordada por um headhunter, descobriu que a empresa buscava uma mulher especializada em contabilidade e capaz de falar inglês. 

Apesar de não ter interesse na área, aceitou fazer o processo seletivo, que mesmo com a clara preferência por mulheres incluía diversos homens – ainda era difícil, na época, encontrar quem preenchesse todos os requisitos.

Selecionada, Rachel acabou passando sete anos como CFO da Tiffany & Co. no Brasil até ser abordada novamente, dessa vez por representantes da Pandora, que lhe ofereceram o cargo de CEO e a missão de instalar a empresa – que faturou cerca de US$ 3 bilhões globalmente em 2016 – no país.

Desde então, fez crescer agressivamente o negócio. Se em 2009 eram dois pontos de venda, atualmente a Pandora soma 92, entre franquias e lojas próprias, além do canal de e-commerce. 

Extraído de texto de:
Por Ana Pinho, do Na Prática

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Nilo e Seus Cantores de Ébano





Grupo formado por Nilo Amaro (Moisés Cardoso Neves) e um coro de vozes negras femininas e masculinas (um soprano, um mezzo soprano, um contralto, dois baixos, um tenor e três barítonos), com destaque para o baixo Noriel Vilela. O conjunto fez muito sucesso na década de 1960. Seu repertório era composto de clássicos da música popular brasileira (sambas e sambas-canções) e do folclore, e de versões para o idioma português de spirituals dos negros americanos, sendo considerado o precursor da música gospel no Brasil.

Um de seus maiores sucessos foi a gravação de "Leva eu sodade" ("Oh! Leva eu/ Minha saudade/ Que eu também quero ir...").

Lançou dois LPs pela Odeon (1961 e 1963), reeditados, em 2000, na coletânea "Seleção de Ouro - 20 Sucessos - Nilo Amaro e Seus Cantores de Ébano", contendo as faixas "Uirapuru" (Murillo Latini e Jacobina), "Leva eu sodade" (Alventino Cavalcanti e Tito Neto), "Suas mâos" (Pernambuco e Antônio Maria), "A lenda do Abaeté" (Dorival Caymmi), "Azulâo" (Jayme Ovalle e Manuel Bandeira), "Minha graúna" (Avarese e Tito Neto), "Dorinha" (Ary Monteiro e Tito Neto), "Tammy" (Jay Livingston e Ray Evans), "Fiz a cama na varanda" (Ovidio Chaves e Dilu Mello), "Down by the riverside", "Greenfields" (Terry Gilkyson, Richard Deher, Romeo Nunes e Frank Miller), "Vaqueiro prevenido" (Jacobina e Manoel Macêdo), "Ellie Lou (You left me there in Charleston)" (Sigmam, Loose, Olias e Romeo Nunes), "Canção de ninar meu bem" (Gracindo Junior e Bidu Reis), "A lenda do Rio Amazonas" (Jairo Aguiar), "Urutau" (Murillo Latini e Jacobina), "Eu e você" (Roberto Muniz e Jairo Aguiar), "Devaneio" (Djalma Ferreira e Luiz Antônio), "Boa noite" (Francisco J. Silva e Isa M. da Silva), "Nobody knows the trouble I`ve seen" (Nat King Cole e Gordon Jenkins).

Nilo Amaro faleceu em Goiânia, aos 76 anos, no dia 18 de abril de 2004. 


Texto:
http://dicionariompb.com.br

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Luis Anselmo da Fonseca - médico e historiador (1842 - 1929)



Nasceu em Salvador, no ano de 1842.
Sarcástico, “a ele se atribuem inúmeros ditos de espírito, como de que,”os baianos só se reúnem  para a morte”
Grande abolicionista, escreveu “A Escravidão, o Clero e o Abolicionismo”, na qual tentou provar que o clero da época, não defendeu, como devia, a abolição da escravatura nem lutou pela causa dos oprimidos.
Fez os preparatórios capital baiana e depois ingressou na Faculdade de Medicina da Bahia, pela qual foi graduado em medicina em 1875, depois de defender tese doutoral intitulada “Quais as propriedades químicas, as ações fisiológicas e os efeitos terapêuticos do cloral e do clorofórmio? Em que relação se acham?”.
Ocupou, na Faculdade de Medicina da Bahia, os seguintes cargos: Concorrente à Seção de Ciências Acessórias (1877 – 1880). Preparador interino de Física (1882-1883). Professor Adjunto, por concurso, da cadeira de Higiene e História da Medicina (1883). Lente de Física Médica (1891-1901). Professor da cadeira de Higiene (1903). Professor Jubilado (1914).
Diretor do Hospital de Febre Amarela (hoje Hospital Couto Maia), de 1880 a 1884. Membro do Conselho Sanitário do Estado. Vereador do município de Salvador (1881 a 1884). Professor de Psicologia, Lógica e História dos Métodos e Sistemas Filosóficos do Instituto  Oficial do Ensino Secundário, depois denominado Ginásio da Bahia (1890).
Foi o Dr. Luís  Anselmo da Fonseca destacado médico, professor , homem de letras e profundo conhecedor da língua portuguesa.
De sua autoria é o “Projeto para reforma do ensino secundário da Bahia”,bem como outros trabalhos sobre assuntos os mais diversos.
Mereceu de Caio Moura o seguinte elogio: “Na Bahia, não falando dos que fazem profissão de escrever, raros serão os que, mais do que o Prof. Fonseca, hajam escrito” (Eduardo Sá Oliveira).
Sua Memória Histórica da Faculdade de Medicina, referente ao ano de 1891, é considerada uma das melhores. Nela, dentre outros comentários, destaca-se o referente ao estilo livresco que caracterizava o ensino ministrado pelos professores da  Faculdade de Medicina, até 1866, ano em que surgiu a “Gazeta Médica da Bahia”: “A verbosidade, mais ou menos abundante, a memória vigorosa, a facilidade de raciocinar sobre idéias abstratas, a destreza na dialética, a erudição, ainda que nem sempre muito profunda, os requintes do classicismo gramatical, o gosto teatral, a ênfase, as exclamações, eram as qualidades por excelência e os dotes de eleição que não podiam faltar aos que ambicionavam a admiração e o renome” .
Além de médico, professor, homem de letras e grande abolicionista, foi Anselmo da Fonseca filósofo e polemista notável.
A propósito do espírito polemista, é conhecido nos meios médicos da Bahia o rumoroso  afaire do Prof. Anselmo da Fonseca com o Prof. Alfredo Britto, por ocasião do incêndio que praticamente destruiu o prédio da Faculdade de Medicina da Bahia, na noite de 2 de março de 1905. Os jornais de Salvador registram os “ataques continuados, acrimoniosos e impidosos, saídos à luz nas ditas folhas, assinados pelo celebrado e ilustrado lente de Higiene, Dr. Luis Anselmo da Fonseca e dirigidos ao distinto Dr. Alfredo Brito, diretor da veneranda instituição de ensino” (Antônio Nogueira Brito).
De sua bibliografia constam:
  1. “Envenenamento pelas estricnéas.” Tese de concurso. – Bahia – 1877.
  2. “Estudo dos éteres.” Tese de concurso. – Bahia – 1880.
  3. “A escravidão, o clero e o abolicionismo.” - Bahia - 1887.
  4. “Projeto para reforma do ensino secundário, na Bahia; transformado em regulamento do Instituto Oficial do Ensino Secundário.” – Bahia - 1890.
  5. “Memória Histórica da Faculdade de Medicina da Bahia concernente ao ano de 1891.” – Bahia - 1893.
  6. “A questão Acadêmica de 1901 na Faculdade de Medicina da Bahia.” – Bahia - 1903.
  7. “Higiene Pública, aplicada à cidade da Bahia.” - Revista dos Cursos da Faculdade de Medicina da Bahia. Tom. 6, 1908.
  8. Discursos, Manifestos, Polêmicas etc.
Anselmo da Fonseca faleceu em 1929. Em sua homenagem existe um bairro em Salvador, formado pela rua principal que tem o mesmo nome, pelo jardim Santa Teresa, Baixão e Vale do Matatu.
 Fonte:
http://ilustresdabahia.blogspot.com.br/2014/06

Lucindo Pereira dos Passos Filho - escritor (1847 - 1896)




Nome literário de Lucindo Pereira dos Passos Filho, escritor nascido em Diamantina, MG, em 1847 e falecido em Vassouras, RJ, em 1896. Formado pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, foi combativo abolicionista. Deixou vasta obra, na qual se incluem trabalhos médico-científicos, poemas, ensaios históricos e estudos gramaticais.

Fonte:
http://neilopes.com.br

Francisco de Paula Brito - Tipógrafo, editor, fundador da sociedade petalógica, poeta e tradutor (1809 - 1861)


Tipógrafo, fundador da sociedade petalógica, ativista político, poeta e tradutor. Um dos primeiros contistas brasileiros. Precursor da imprensa negra no Brasil. Fundamental, como editor, na difusão do movimento literário do romantismo brasileiro. Defendia a imprensa livre e foi o primeiro a inserir no debate político a questão racial; atuou na valorização de um olhar étnico no cenário cultural com a Sociedade Petalógica.

Francisco de Paula Brito nasceu na então Rua do Piolho (hoje Rua da Carioca), no Centro do Rio de Janeiro em 2/12/1809. Filho do carpinteiro Jacinto Antunes Duarte e de Maria Joaquina da Conceição Brito. Dos seis aos 15 anos, morou em Magé, RJ, voltando ao Rio de Janeiro em 1824, em companhia do avô, o sargento-mor Martinho Pereira de Brito. Trabalhou em uma farmácia e, posteriormente, foi aprendiz de tipógrafo na Tipografia Nacional. Mais tarde, empregou-se no Jornal do Commércio, onde foi diretor das prensas, redator, tradutor e contista. Casou-se em 1830 com Rufina Rodrigues da Costa. Um ano depois, abriu uma tipografia no Largo do Rossio (hoje Praça Tiradentes).

Durante a Regência, sua pequena loja tornou-se uma fábrica de pasquins. Foram muitos os que recorreram a seu trabalho para terem seus jornais impressos. Com a entrada em cena dos pasquins teve início uma guerra política nas quais os excluídos do poder, exaltados e caramurus, manifestavam sua insatisfação com os rumos políticos do país.

Ao manter em sigilo o nome dos autores dessas folhas, assumindo a responsabilidade e o risco de ser punido, segundo a legislação vigente que buscava reprimir abusos em relação a liberdade de imprensa, Paula Brito tornava-se cúmplice daqueles que o procuravam para terem seus trabalhos impressos. Sua loja tornou-se ponto de reunião de pessoas de diferentes partidos, criando um espaço de sociabilidade política diferente daquela instituída pelo Império. Defendia sua posição de impressor livre e imprimiu alguns jornais que apresentavam orientações políticas diferentes, principalmente aqueles que inseriam no debate político a questão racial. De sua tipografia saíram obras como "O Mulato" e o jornal "O Homem de Cor", o primeiro jornal brasileiro dedicado à luta contra o preconceito racial, o que lhe rendeu o título de precursor da imprensa negra.

A livraria/editora de Francisco de Paula Brito esteve associada ao movimento romântico, não só pelos autores que editou, mas principalmente por tê-lo difundido amplamente, como José de Alencar, Gonçalves Dias e Joaquim Manuel de Macedo. Paula Brito foi o primeiro editor de Machado de Assis. Além de editar livros, seu estabelecimento passou a ser ponto de reunião de intelectuais e músicos da época. Foi ele próprio quem sugeriu aos participantes dessas reuniões que criassem uma sociedade, a Sociedade Petalógica do Rossio Grande, uma entidade onde reinava o humor, muita música e poesia, a começar pelo titulo, pois peta significa mentira.

Paula Brito foi também um dos primeiros contistas brasileiros, escritor múltiplo produziu textos de teatro, contos e poesia. Entre seus contos e novelas publicados a partir de 1839 estão "O triunfo dos indígenas", "Os sorvetes e o Fidalgo Fanfarrão", "A revelação póstuma", "A mãe-irmã" e "O enjeitado".

Faleceu em sua residência, no Campo de Sant'Anna, nº 25 em 15 de dezembro de 1961. Seu cortejo fúnebre foi um dos maiores já presenciados na Corte, já que era personagem popularíssimo entre os intelectuais, músicos e artistas.


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Hamilton Naki, cirurgião (1926 - 2005)

Além do natural desejo de progredir e aperfeiçoar-se, em quase tudo o que fazemos está implícito o desejo inconsciente de ser reconhecidos pelos outros, admirados, aplaudidos. Este não é o caso do chamado “cirurgião clandestino”.

HamiltonNaki, que faleceu em 2005, aos 89 anos, começou como jardineiro na Universidade de Cidade do Cabo. Depois foi auxiliar de limpeza de jaulas do Departamento Médico e, após um tempo, trabalhou como anestesista de animais. O mais importante é que sua destreza tornou possível o primeiro transplante de coração humano.

A morte de Naki, condenado durante quase quatro décadas ao anonimato por ser negro, nos recorda um dos episódios mais vergonhosos da história da medicina moderna.

Na África do Sul racista do apartheid, onde havia diferenças no sistema jurídico em função da cor da pele, foi Christian Barnard – sul-africano branco – quem, em 1967, recebeu todas as honras por levar a cabo o primeiro transplante de um coração humano. Mas foi Naki, o humilde caronista, quem, naquela noite, tornou possível o que durante séculos foi um desafio impossível para a medicina.

Em 2 de dezembro de 1967, Denise Darvaald, uma jovem branca atropelada ao cruzar a rua, foi transferida com caráter de urgência ao Groote Schuurhospital, onde lhe foi diagnosticada morte cerebral, ainda que seu coração continuasse batendo.

Em outro leito do mesmo hospital, Louis Washkansky, um lojista de 52 anos, esgotava suas últimas esperanças de viver. Então, o Dr. Barnard decidiu tentar o transplante. Em uma épica intervenção de 48 horas, as duas equipes conseguiram extrair o coração da jovem e implantá-lo no corpo de Louis. Os assistentes recordam a delicadeza com que Naki limpou o órgão de todo vestígio de sangue antes de que Barnard voltasse a fazê-lo bater no peito do homem.

Mas o que fazia Naki, um cidadão de segunda categoria, que havia abandonado os estudos aos 14 anos por necessidade, no meio de uma das cirurgias mais destacadas do século? Talvez as palavras do célebre Barnard, pouco antes da sua morte, resumam isso: “Ele tinha mais perícia técnica do que eu jamais tive. É um dos maiores pesquisadores de todos os tempos no campo dos transplantes, e teria chegado muito longe se as condições sociais tivessem permitido”.

Nascido em 1926, em uma aldeia do antigo protetorado britânico do Transkei, tudo parecia condená-lo – como ao resto dos seus conterrâneos negros – a uma existência mísera no iníquo regime do apartheid. Pouco a pouco, suas capacidades foram lhe permitindo chegar a cargos de responsabilidade.

De limpar jaulas, passou a intervir em cirurgias de animais do laboratório, onde teve a oportunidade de anestesiar, operar e, finalmente, transplantar órgãos em animais como cachorros, coelhos e galinhas. De maneira encoberta, Naki havia se tornado técnico de laboratório.

O frequentemente ingrato trabalho de fazer experimentos com animais lhe permitiu desenvolver suas habilidades cirúrgicas: “Agora posso me alegrar por que tudo seja conhecido. A luz foi acesa e já não há escuridão”, disse esse herói clandestino ao receber, em 2002, a ordem de Mapungubwe, uma das maiores honras do seu país, pela sua contribuição à ciência médica. Até seus últimos dias, um dos maiores cirurgiões do século sobreviveu com um modesto salário de jardineiro.

O melhor que podemos desejar é que Deus seja o espectador das nossas ações. Ninguém é capaz de olhar para nós com melhores disposições, penetração e discernimento. É consolador saber que Deus conhece o mais íntimo dos nossos pensamentos, ações e sentimentos.


Texto: 
https://pt.aleteia.org/2014/06/03/um-dos-maiores-cirurgioes-do-mundo-desconhecido-por-ser-negro

Dr. Juliano Moreira (1873-1932)



Nascido em Salvador, Bahia, foi um dos pioneiros da psiquiatria brasileira. O primeiro professor universitário a citar e incorporar a teoria psicanalítica no seu ensino na Faculdade de Medicina.

Ingressou na Faculdade de Medicina da Bahia em 1886, formando-se aos dezoito anos, em 1891, e se tornando professor na Faculdade.

Já em 1900 representou o Brasil em congressos internacionais. Foi eleito Presidente Honorário do IV Congresso Internacional de Assistência a Alienados, em Berlim.

Em 1903, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde seu trabalho na direção do Hospital Nacional dos Alienados, do Rio de Janeiro, humanizou o tratamento e acabou com o aprisionamento dos pacientes. 

Entre maio e junho de 1910, que o hospital recebeu o líder da Revolta da Chibata, João Cândido, para tratamento de uma psicose de exaustão.

Defendeu a ideia de que a origem das doenças mentais se devia a fatores físicos e situacionais, como a falta de higiene e falta de acesso à educação, contrariando o pensamento racista em voga no meio acadêmico, que atribuía os problemas psicológicos do Brasil à miscigenação.

Foi presidente da Academia Brasileira de Ciências no período 1926-1929.

Fonte: Wikipédia

Leia também:

http://www.revistadehistoria.com.br/secao/artigos/reportagem-psiquiatria-sem-preconceito

 

© 2013 Rogério de Moura