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  • Espaço criado por Rogério de Moura

    Para mostrar que os negros mais são geniais do que supõe nossa vã filosofia.

  • André Rebouças Engenheiro,

    professor de botânica, cálculo e geometria na Escola Politécnica.

  • Tebas ele canalizou o Vale do Anhangabaú, em São Paulo.

    Também construiu o primeiro chafariz de pedra da cidade. Foi homenageado em samba enredo.

  • Osvaldo Sebastião Novaes de Moura professor

    Nos anos 60, ser professor negro não era coisa fácil.

  • Hattie McDaniel cantora e atriz

    A primeira atriz negra a ser contemplada com o Oscar.

  • Paulo Flores ator, dublador

    Uma das mais graves e belas vozes da dublagem brasileira.

  • Steve Biko ativista do movimento anti-apartheid.

    Participou da fundação, em 1968, da Organização dos Estudantes Sul-africanos.

  • Alexander Miles inventor.

    Patenteou o elevador elétrico em 11 de outubro de 1887.

  • Dorothy Counts estudante e ativista.

    Nos anos 60, foi símbolo contra a segregação norte-americano ao ser a primeira estudante negra admitida numa escola pública americana (de brancos).

  • Benedito Galvão O primeiro presidente negro da OAB-SP.

    A Comissão de Igualdade Racial da OAB-SP, promove o Prêmio Benedito Galvão para pessoas que se destacaram na luta pelos direitos dos negros.

  • Milton Santos Professor, geógrafo.

    Reconhecido mundialmente; recebeu, em 1994, o prêmo Vatrium Lud.

  • Abdias do Nascimento Ator, escritor, professor, teatrólogo, político ativista.

    defensor sem igual da cultura e igualdade para as populações afrodescendentes no Brasil.

  • Dr. Juliano Moreira Um dos pioneiros da psiquiatria brasileira.

    O primeiro professor universitário a citar e incorporar a teoria psicanalítica no seu ensino na Faculdade de Medicina.

  • Benedicto Lopes mecânico e piloto

    O primeiro piloto brasileiro a participar de corridas na Europa.

  • Pedro Lessa Juiz

    O primeiro afro-descendente a presidir o Supremo Tribunal Federal.

  • Miriam Makeba Cantora e ativista pelos direitos humanos.

    Medalha de Ouro da Paz Otto Hahn, outorgada pela Associação da Alemanha nas Nações Unidas.

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quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Marie Maynard Daly, bioquímica (1921-2003)



Marie foi a primeira negra norteamericana a se tornar Ph.D. em química, na Universidade de Columbia, em 1947.


quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Shirley Ann Jackson, física



Shirley Ann Jackson foi a primeira mulher negra a conseguir um doutorado em Física pela prestigiada MIT – Instituto de Tecnologia de Massachussets – em 1973. Hoje em dia ela é reconhecida como uma das mais famosas cientistas negras, tendo suas pesquisas contribuído para o avanço tecnológico que possibilitou a invenção do fax portátil, do clássico telefone de cordinha, de células solares, cabos de fibra ótica e da tecnologia por trás do identificador de chamadas.

Fonte: 
https://iq.intel.com.br/como-a-dra-shirley-ann-jackson-desafiou-as-barreiras-raciais-e-de-genero-para-tornar-se-o-exemplo-maximo-em-ciencia





terça-feira, 12 de setembro de 2017

Yasuke, samurai


Japão não é um lugar que seria normalmente associado a presença de escravos oriundos da África. No entanto, no final do século 16, Oda Nobunaga, o mais poderoso senhor da guerra do Japão, tinha um escravo africano que não era apenas uma curiosidade cultural, mas também seu guarda-costas e que alcançou bastante prestígio entre os japoneses daquele tempo.

Em meados do século XVI, a costa do Japão começou a ser frequentada por navios espanhóis e portugueses, que na época já navegaram pelo Oceano Pacífico. Além das sedas e especiarias, esses comerciantes levavam como parte da tripulação missionários católicos, principalmente jesuítas, ansiosos para reunir almas frescas ao Senhor por aquelas terras pagãs.


Havia poucos nobres japoneses que via com curiosidade, até mesmo com bons olhos, esta nova religião e os estrangeiros barbudos. Um desses entusiastas era Oda Nobunaga, o primeiro dos três grandes unificadores do império insular, que em 1580 tinha conseguido colocar metade do país sob o seu controle e mantinha a outra metade em uma rédea curta. Sem exagero ele podia ser considerado o rei do Japão.


Homem de inteligência inquieta e visão avançada, Nobunaga recebeu de forma digna os jesuítas e, embora se converter ao cristianismo não estava nos seus planos, gostava de receber os religiosos em audiência para saber como era o mundo quinhentista além dos limites do arquipélago japonês.


Mas as crônicas contam que um dia a paz que Nobunaga tanto se esforçou trazer para a capital japonesa foi subitamente interrompido pela chegada de um pitoresco convidado.
Em 23 de março de 1581 desembarcou o italiano Alessando Valignano, padre visitador (inspetor) dos jesuítas. Este trazia em sua comitiva um mauro vassalo, tão negro como os etíopes da Guiné. Alguém cujo nome verdadeiro é até hoje desconhecido, mas a quem os japoneses logo batizaram como Yasuke (弥 助). De acordo com a Histoire ecclésiastique Et Des Isles Du Japon royaumes, escrita pelo jesuíta François Solier em 1627, Yasuke era nativo de Moçambique, mas outros relatos afirmam que ele veio do Congo.
As origens desta jovem impressionante ainda estão não totalmente conhecidas. Historiadores japoneses contemporâneos acreditavam que ele tinha sido vendido a Valignano em algum lugar no Congo; no entanto, estudos recentes mostram que ele pode ter sido um membro da etnia Makua de Moçambique, e que seu nome original era Yasufe. Moçambicano ou Congolês não se sabe, bem como se Yasufe , ou Yasuke, foi a primeira pessoa negra a pisar no Japão, uma vez que não era raro encontrar escravos africanos em galeões e caravelas da época. Mas, ao que parece, ele deve ter sido o primeiro negro visto na capital japonesa, Quioto, a então capital do Japão Imperial, sendo substituída por Tóquio em 1868.
 

Consta em um dos relatos que Yakuse teria cerca de um metro e noventa de altura e, se assim foi, a sua alta estatura teria sido muito imponente para os japoneses da época.
Uma multidão febril lotava dia e noite às portas da residência dos jesuítas. Havia brigas a pedradas para pegar um bom lugar para começar a vislumbrar aquela pessoa tão diferente para os japoneses. Todo mundo queria ver esse misterioso homem de pele morena como o carvão. As autoridades tiveram de intervir para pôr ordem neste caos.


Nobunaga, a maior autoridade em Quioto, quando soube de todo aquele barulho convocou os jesuítas ao tribunal para conhecer a pessoa que causa de tanto alvoroço. Em 27 de março de 1581 Yasuke foi levado perante Nobunaga e este não podia acreditar que a aquela pele negra era real. Na verdade, suspeitando que os jesuítas estivessem tentando pregar-lhe uma peça, pensou que o grande homem da pele de cor de ébano na verdade estivesse coberto de betume. Nobunaga ordenou que seus vassalos lavassem o pobre escravo. Só depois de ver que lavagem após lavagem nada se alterava na pele do africano, Nobunaga se convenceu de que ali não havia nenhuma broma. Ele tinha diante dos seus olhos um homem negro como a noite sem lua.


Nobunaga ficou encantado com a descoberta e conseguiu dos jesuítas que Yasuke se colocasse ao seu serviço. Mas Yasuke, um homem que dominava várias línguas, seria mais do que apenas uma nova adição à coleção de raridades de Nobunaga. As crônicas da época o descrevem assim: parecia ter entre 26 e 27 anos, grande, escuro, com a força de dez homens e possuindo bom senso.


Abundavam rumores de que o escravo ia ser feito um Daimyo (um senhor fundiária japonês), mas de concreto os registros dos jesuítas apontam que Nobunaga deu a Yasuke uma casa para ele morar e uma espada katana. Nobunaga também lhe atribuiu o dever de levar a sua lança pessoal e vestir uma armadura, privilégio normalmente reservado apenas para os nascidos em famílias de samurais. O africano se tornou um proeminente membro da comitiva real, a ponto de despertar ciúmes e intrigas no palácio.


Informam que Nobunaga ficou tão satisfeito com os serviços de Yasuke que existe a suspeita que ele, embora não haja nenhum registro, acabaria por ser nomeado samurai. Este último fato é extremamente improvável, mas sabendo que o poderoso Oda Nobunaga tinha um gosto pela excentricidade essa história pode não ser totalmente descartada.
Como um samurai


Nobunaga morreu em 1582 em uma noite fatídica, através de um ataque traiçoeiro de um de seus próprios generais, Akechi Mitsuhide. Este é um dos episódios mais famosos da história do Japão e passados mais de 400 anos ainda não são claras as razões dos acontecimentos.


Consta que Mitsuhide decidiu se rebelar contra seu mestre e atacou de surpresa o templo Honnõ-ji em Quioto, onde Nobunaga passou a noite pacificamente protegido por uma pequena guarnição antes da reunião com o grosso de suas tropas da batalha. Ao amanhecer, as chamas tinham consumido Honnõ-ji até o chão e o corpo de Nobunaga desapareceu para sempre nas cinzas.


Relatos apontam que Yasuke fazia parte da pequena guarnição leal e teria, após a morte de Nobunaga, acompanhado Oda Nobutada, o filho do seu senhor, na retirada para o Castelo Azuchi. Com uma pequena força de 300 homens o castelo foi cercado pelas forças vastamente superiores de Mitsuhide e a maioria das tropas leais ao Nobutada foi morta. Yasuke lutou ao lado das forças de Nobutada por um longo tempo, enfrentado os inimigos do filho do seu senhor como um verdadeiro samurai e tentando evitar o inevitável.
Yasuke sobreviveu à batalha, mas, ao invés de cometer suicídio (a tradição samurai quando enfrenta derrota) ele entregou sua espada para os homens de Akechi (a tradição ocidental) e esperou o seu destino. Sem saber como proceder, os soldados foram busca orientação com seu senhor.


 Akechi revelou-se intolerante, afirmou que o africano era apenas uma besta e não um verdadeiro samurai e, portanto, não se podia conceder a honra do seppuku (suicídio ritual). Akechi entregou Yasuke para o “templo bárbaro” (isto é, a igreja dos jesuítas em Quioto) e os religiosos tomaram conta dele.


Não se sabe exatamente o que aconteceu com Yasuke. Alguns afirmam que ele voltou à sua terra natal e introduziu o kimono para o seu povo, outros que ele se juntou a uma das comunidades crescentes de estrangeiros que foram prosperando em grandes cidades portuárias do Japão. Mas as chances maiores são que ele, sob a tutela dos jesuítas, teria sido envia a Goa, na Índia, ou em outra parte de suas missões na Ásia. O africano é mencionado em algumas das 1.581 cartas dos jesuítas Luís Fróis e Lorenço Mexia e no Relatório Anual de 1582 da Missão Jesuíta no Japão. 


É interessante que no espaço de um ano esse escravo da distante África foi elevado a mais alta classe guerreira japonesa, uma ocorrência quase única na história e tinha sido envolvido em um evento que mudou o curso da história japonesa. Samurai ou não, Yasuke pode se orgulhar de ter servido na corte do senhor mais poderoso do Japão. Nada mal para alguém que provavelmente começou a sua jornada nas correntes de um navio negreiro.


Apesar disso não sabemos quase nada sobre ele, embora Yasuke não passou totalmente despercebido no Japão moderno e se tornou assunto de uma ficção histórica infantil chamada Kuro-suke, lançada na década de 1960.


Fontes: 

JAVIER SANZ – – http://historiasdelahistoria.com/2015/07/21/un-samurai-negro-en-la-corte-del-senor-mas-poderoso-de-japon
https://ptanime.com/yasuke-o-unico-samurai-africano/

– https://en.wikipedia.org/wiki/Yasuke
– http://enterjapan.me/yasuke/
The Chronicle of Lord Nobunaga – Ota Gyuichi;
Histoire et des Isles ecclésiastique royaumes du Japon – François Solier





Estátua de Yasuke, da autoria da artista sul-africana Nicola Roos


Ilustração de Oda Nobunaga e Yasuke.










Ilustração de Chris Schweizer

Obtido em:
https://tokdehistoria.com.br/2015/07/23/um-samurai-negro-na-corte-do-mais-poderoso-senhor-do-japao

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Ângelo Soliman, o maçom que modificou seu destino e o pensamento europeu (1721-1796)




 (*) Por Ir.'.  Francisco Feitosa

Um ex-escravo, que ganhou notoriedade e modificou seu destino e, em parte, o pensamento europeu em pleno “Século das Luzes”.


Não se sabe, bem ao certo, a origem de Angelo Soliman. Calcula-se ter nascido em 1721 e, provavelmente, tenha pertencido ao grupo étnico Kanuri, que viveu na Nigéria e Camarões. Seu nome original era Mmadi Faça, estando ligado a uma classe principesca no Estado de Sokoto, no atual nordeste da Nigéria. Ele foi levado cativo, em 1728, ainda, quando criança e chegou em Marselha como um escravo, eventualmente, transferido para a casa de uma marquesa em Messina, que supervisionou sua educação. Em lá chegando, passou a ser afeto de outra escrava da casa, de nome Angelina, quando adotou o nome de Angelo e escolheu o dia de seu batismo cristão, 11 de setembro, para celebrar como seu aniversário.

Depois de repetidos pedidos, ele foi dado, como um presente, em 1734, ao príncipe Johann Georg Christian, o governador imperial da Sicília. Angelo se tornou manobrista e companheiro de viagem do príncipe, acompanhando-o em campanhas militares por toda a Europa e teria lhe salvado a vida em determinada ocasião, um evento crucial, responsável por sua ascensão social. Devido à educação recebida, dominava, fluentemente, o alemão, o italiano, o francês, o tcheco, o inglês e o latim.

Após a morte do príncipe Johann Georg Christian, foi levado para Viena, para a família de Joseph Wenzel I, príncipe de Liechtenstein, onde, posteriormente, chegou a ser chefe dos escravos. Mais tarde, ele se tornou tutor real de Aloys I, herdeiro do Príncipe, filho de seu sobrinho Franz Joseph I.

Em 06 de fevereiro de 1768, Angelo se casou com Magdalena Christiani, a viúva de Harrach'schen, irmã do general francês François Etienne de Kellermann (1770 -1835), general de Napoleão Bonaparte, Duque de Valmy e Secretário de Anton Christiano. Sua única filha, Josephine, nasceu em 1772 e, em 1786, morre sua esposa Magdalena Soliman. Seu neto foi o renomado austríaco, médico, poeta e filósofo Ernst, Baron von Feuchtersleben.

Devido a sua cultura, era altamente respeitado nos círculos intelectuais de Viena e considerado um amigo de muito prestígio pelo imperador austríaco José II e pelo marechal do campo austríaco Franz Moritz von Lacy. Em 14 de novembro de 1781, ele foi iniciado na loja maçônica "True Harmony", cujos membros incluíam muitos dos artistas e estudiosos da época, influentes de Viena, entre eles os músicos Wolfgang Amadeus Mozart e Joseph Haydn, assim como o poeta húngaro Ferenc Kazinczy.

Os registros da Loja indicam que Angelo e Mozart se reuniram em várias ocasiões. É provável que o personagem “Bassa Selim”, na ópera de Mozart “O Rapto do Serralho” foi baseada no Irmão Angelo Soliman. Mais tarde, foi eleito Venerável Mestre de sua Loja, em 21 de outubro de 1782, e durante sua administração enriqueceu o seu ritual, incluindo elementos acadêmicos, além das instruções habituais.  Esta nova orientação maçônica, rapidamente, influenciou a prática maçônica em toda a Europa. Angelo Soliman, ainda, é celebrado na Maçonaria como "Pai do Puro Pensamento Maçônico", tendo seu nome, normalmente, transliterado como "Angelus Solimanus".

Durante sua vida foi considerado como um modelo de assimilação e perfectibilidade dos africanos, e com a sua morte, tornou-se, literalmente, um exemplo da "raça africana".





Iris Wigger e Katrin Klein distinguiram quatro aspectos para Soliman - o "Mouro Real”; o "Nobre Mouro"; o "fisionômico Mouro"; o "Mouro mumificado". As duas primeiras denominações referem-se aos anos antes da sua morte. O termo "Mouro Real" designa Soliman no contexto de mouros escravizados em tribunais europeus, onde a cor da pele marca sua inferioridade, figurando como símbolo de “status betokening”, o poder e a riqueza de seus proprietários. Desprovido de sua ascendência e cultura original, Soliman foi degradado a um "sinal exótico oriental da posição de seu senhor", que não foi autorizado a viver uma existência autodeterminada.



A designação "Nobre Mouro" descreve Soliman como um ex-Mouro, cuja ascensão na escala social, devido a seu casamento com uma mulher aristocrática, fez sua emancipação possível. Durante esse tempo, Soliman tornou-se membro da Maçonaria e foi considerado “quase” igual aos seus colegas maçons, mas ele continuou a enfrentar um emaranhado de preconceitos de raça e classe.

Sob a aparência de uma superfície de integração, espreitava-se o destino notável de Soliman. Embora ele tenha mudado suavemente na alta sociedade, a qualidade exótica atribuídas a ele não estava perdida e, ao longo de sua vida, foi transformada em uma característica racial.

As qualidades utilizadas para categorizar Soliman como um "Mouro Fisionômico" foram estabelecidos pelos pioneiros vienenses etnólogos, durante sua vida, emoldurado por teorias e hipóteses relativas à raça africana.

Ele não podia escapar à vista taxonômico, que incidiu sobre características raciais típicos, ou seja, cor da pele, textura do cabelo, tamanho e forma do nariz e lábio. Nem sua posição social, nem sua filiação aos maçons, poderiam impedir sua exploração póstuma, levando ao seu estatuto final como o "Mouro Mumificado".

Em vez de um receber um enterro cristão, Soliman foi - a pedido do diretor da coleção da história imperial Natural – mumificado e exposto no Kunstkammer – o Gabinete de Curiosidades.

Olhando para os dados tradicionais com precisão e em um contexto mais amplo, em seguida, deve-se presumir que, Soliman tinha doado o seu corpo por sua própria decisão em vida. Após a morte de Soliman, em 21 de novembro de 1796, saiu o seu corpo para a escola de medicina, a fim de fazer experiências médicas, ou seja, da Universidade de Viena. Um funeral foi realizado em 23 de novembro, apenas, com seus intestinos, a contragosto de sua filha, que exigiu seu corpo, em 14 de dezembro de 1796, mas em vão.

Enfeitada com penas de avestruz e contas de vidro, sua múmia esteve em exposição até 1806, ao lado de animais empalhados, transformado, a partir de um membro respeitável da sociedade intelectual vienense, em um espécime exótico.

Desconsiderando Soliman de suas insígnias e suas realizações ao longo da vida, etnólogos, como o que eles imaginavam, considerava-o ser um exemplar de "africano selvagem". Sua filha, Josephine, procurou fazer com que seus restos mortais fossem devolvidos à família, mas seus pedidos, jamais, foram atendidos.

Durante a Revolução de Outubro de 1848, em Viena, o museu foi incendiado após ser bombardeado, e a múmia do irmão Angelo foi queimada. Um molde de gesso de sua cabeça, ainda hoje, está exposto no Museu Rollett, em Baden, na Áustria. Foi feito um molde de gesso, pelo escultor Franz Thal, logo após sua morte, causada por um acidente vascular cerebral, em 1796.


(*) O autor é o Grande Bibliotecário do Supremo Conselho do Grau 33 do REAA da Maçonaria para a República Federativa do Brasil e o Titular da Cadeira nº 02 da Academia Maçônica Fluminense de Letras.



quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Arthur Timótheo Da Costa, pintor (1882 - 1922)




Retrato do Escultor Eduardo Sá
Estudou na Casa da Moeda do Rio de Janeiro e, posteriormente, na Escola Nacional de Belas Artes. Foi pintor de paisagens e figuras, destacando-se entre essas nus e retratos. Algumas de suas paisagens impressionam pela textura, pela luminosidade e pela intensidade do colorido. Esteve na Europa onde manteve contatos artísticos que o influenciaram.

Com o irmão João Timóteo da Costa, Arthur iniciou-se como aprendiz da Casa da Moeda. No livro Pinturas & pintores do Rio Antigo, Donato Mello Júnior informa que “muito contribuiu, no 

início da sua carreira, a vivência com o cenógrafo italiano Oreste Coliva“.

Ingressou na Escola Nacional de Belas Artes em 1894, como aluno livre, tendo sido orientado por Zeferino da Costa, Rodolfo Amoedo e Henrique Bernardelli. Em 1907, conquistou o prêmio de viagem à Europa na Exposição Geral de Belas Artes, seguindo então para Paris. Com o irmão João Timótheo e os irmãos Carlos Chambelland e Rodolfo Chambelland, participou em 1911 dos trabalhos de decoração do pavilhão brasileiro da Exposição Internacional de Turim, na Itália.

A Dama de Verde (1908)

Menino com Melancia (1889)


Retrato de Negro

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Gilda Portela, artista plásica e historiadora

Série "Teresa" (giz pastel)

Historiadora, natural de Barra do Garças-MT, há trinta anos fincou raízes na capital, descobrindo-se pintora nos últimos anos. Exibiu em novembro de 2015, no Colégio Estadual Ferreira Mendes as primícias de suas cores; Em março e abril de 2016 mostrou suas obras em piso plástico e óleo sobre tela, na Feira Sustentável no “Gran Bazar Pac”, em Cuiabá; Convidada da Secretaria de Cultura do Estado, expôs suas telas numa série  intitulada de “OS ORIXÁS” em abril e maio de 2016, no Centro Cultural Casa Cuiabana; Em  abril de 2016 esteve presente no Grupo União Consciência Negra, GRUCON, em Cuiabá-MT com a exposição “Os orixás”; Em maio de 2016 participou do “I Seminário Estadual de Povos e Comunidades Tradicionais de Mato Grosso” em Cuiabá-MT com a mesma exposição; Fez o Curso História da Arte, no MACP na Universidade Federal de Mato Grosso, com a crítica de arte Aline Figueiredo; Em Junho , Agosto e Setembro participou da “Roda de Ciranda”–Tambor de Crioula, na Praça da UFMT em Cuiabá-MT com a exposição “Os Orixás”; Em junho esteve no Centro Cultural da UFMT a convite do grupo “Negro Coletivo” de Cuiabá-MT com a  exposição ‘’Mulheres Negras’’; Refinou sua sensibilidade participando do “Curso de Pintura” com o artista plástico Benedito Nunes na Casa Cuiabana; Participou do Concurso de Pintura e Desenho 2016, Padre João Maia, “Diálogos Intergeracionais” no município de Vila de Rei, em Portugal e participou do curso e da exposição de “Cianotipia” pelo Sesc Arsenal, Cuiabá-MT.  Participou em Setembro do Curso Curadoria de Artes com o Consultor José Serafim Bertoloto. Faz parte da exposição: Tinta, papel e arte, uma coletiva de desenhos e pinturas sobre papel do Ateliê Livre Benedito Nunes no Centro Cultural da Casa Cuiabana ate 30 de setembro de 2016 com a série “TERESA” em giz pastel. Em outubro integra uma exposição coletiva “FLORES DA CHAPADA” no Centro Cultura da Casa Cuiabana.


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"Marcas da Vida"

terça-feira, 21 de junho de 2016

Thabata, cantora



Vinda do nordeste brasileiro, de Imperatriz do Maranhão, crescida na periferia de Brasília, Thabata convive desde muito cedo com as dificuldades sociais vividas pela população negra do país. 

Em sua adolescência, influenciada pelo RAP que ecoava nas vielas da cidade, encontra colo para suas indagações, fortalecendo assim seu intelecto.

Anos mais tarde, vivendo em Natal (RN) Thabata dá início a sua carreira musical, utilizando o rap como forma de expressão nas rodas de improviso. No ano de 2005, de volta a Brasília assumindo-se como Mc, sua ancestralidade vem à tona com a descoberta da Cultura Popular Brasileira, um misto de memória e surpresa alimentada pela embolada, o repente e o samba de coco, que enriquecem o seu trabalho musical. Ano que teve contato com a Rede Mocambos, com quem atua até hoje.

Durante 10 anos imersos em trabalhos culturais, além de cantora, torna-se arte - educadora de tradição oral e teatro de mamulengo na Casa Moringa, local onde são realizadas trocas de saberes, oficinas e apresentações artísticas, situada no Espaço Cultural Mercado Sul em Taguatinga-DF.

A necessidade de associar sua bagagem cultural, fez com que a artista lançasse em 2014 o Cd "Novidades Ancestrais”, seu primeiro trabalho autoral, resultado de treze anos de carreira. O disco conta com onze composições que enfatizam o empoderamento da raça negra unindo a atitude do RAP enraizado nos batuques nordestinos e trazem à tona, questões como religião e visão de mundo, representando as diferentes fases da artista.

As composições trouxeram ainda as influências e pesquisas pessoais dos músicos que fizeram parte do trabalho, formando a banda Thabata e Dona Imperatriz, composta por Lieber na bateria, Candido Mariano no baixo, Vitor Fernandes na guitarra, Felipe Fiuza na percussão e mais algumas participações especiais, como o maestro e saxofonista Ademir Júnior. 

Contatos: (61) 8616-4395 (61) 8560-3020

Visite:


terça-feira, 3 de maio de 2016

Josafá Neves, artista plástico





Nascido em Brasília, em 20 de setembro de 1971. Aos 5 (cinco) anos sonhava em ser artístico plástico. Desde essa época, já observava proporção, perspectiva, cores e formas no meio que o cercava. Começou a desenhar no asfalto com giz, no papel, na parede do quarto e daí não parou mais. Em 1979 mudou-se com os seus pais e irmãos para Goiânia. Aos 12 anos, já trabalhava como arte-finalista em agência de comunicação e, aos 15 (quinze), como ilustrador. Trabalhou também como designer e projetista. Estudou canto e instrumentos de cordas e, em 1996, começou a se dedicar integralmente aos estudos e à prática da arte. Participou de performances e de exposições coletivas e individuais com óleo sobre tela, escultura e cerâmica. Foi selecionado em vários concursos e salões. Atualmente, dedica-se seu tempo integral à arte. É nesta que se fortalece e permanece fiel.

Visite:
http://josafaneves.com.br


"Flautista" 
"Flores" 
"Gorila" 
"Gurdiã"

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Valdemir dos Santos Pereira, o Sertão, pugilista


Valdemir dos Santos Pereira, nasceu em Cruz das Almas, Bahia, em 1974. É conhecido como Sertão, é pugilista brasileiro e campeão mundial da categoria "pena".

Diz-se que toda estrela do boxe precisa de um título expressivo para garantir um estilo de vida confortável, ou uma aposentadoria robusta. Mas a recíproca não é verdadeira. Último brasileiro campeão mundial, o baiano Valdemir Pereira, o 'Sertão', vive, hoje, da mesma forma que antes da carreira: mora em uma casa humilde na sua cidade natal, Cruz das Almas, e trabalha numa loja de departamentos local.

Na casa de Sertão, o cinturão mundial é agora mais um adereço da sala de estar. Seu destaque, hoje, é ficar na prateleira acima da TV. Os outros são jornais antigos e pôsteres de lutas, além do famoso chapéu sertanejo, que o acompanhava na entrada dos ringues.
Agora, preso na parede, leva nostalgia à cozinha. O boxe virou, para ele, um museu de si próprio, de uma época que não reflete mais o homem que ele é hoje.

"Queria poder dar aulas para crianças, esses meninos que estão aí correndo na rua", explica, aproveitando a deixa dos gritos da brincadeira de pega-pega dos moleques naquele fim de tarde. Ele reclama que não existem iniciativas que permitam a ele  trabalhar com o esporte e que, hoje, ele passa por dificuldades.

Para o treinador Luiz Dórea - que treinou o cruzalmense no início de carreira -, o destino de Sertão, campeão dos médios pela FIB em 2006, foi fruto de uma série de desventuras: "Foi tudo muito rápido. Ele foi campeão mundial por muito pouco tempo, porque perdeu logo depois. E, na hora da revanche, descobriu que tinha uma doença infecto-contagiosa e não poderia mais lutar", lamenta o treinador.

Desde então, o ex-campeão deixou para trás a vida de atleta em São Paulo e voltou para a cidade natal, de onde nunca mais saiu. "Quando ele ia começar a ganhar dinheiro com o boxe, ele parou de lutar. Não teve a estrutura que outros campeões como Popó teve. Isso prejudicou muito Sertão. Se ele tivesse lutado mais vezes, mesmo que não tivesse resgatado o título, teria ganhado mais dinheiro", opina Dórea, que também formou Acelino 'Popó' Freitas.

Ainda que tenha voltado ao ponto de partida, o ex-pugilista orgulha-se de ter sido um dos melhores do mundo: "Aqui, não sou tão reconhecido como em São Paulo, por exemplo. Me sustento com um salário mínimo. Eu queria ter um dinheiro melhor no fim do mês? Claro! Mas estou bem, sou feliz. As pessoas falam que eu perdi tudo, mas eu cheguei ao topo. Eu fui campeão mundial", gaba-se.

Em abril, Sertão corrigiu uma das coisas que mais o incomodava. Somente através de uma vaquinha de amigos e radialistas o ex-lutador pôde viajar a São Paulo para rever os dois filhos do antigo casamento, que não via desde quando voltou para Cruz das Almas, em 2006. Além do casal, Sertão tem mais um filho, de 18 anos, que vive em Cruz das Almas.
O ex-pugilista chegou a participar de um programa esportivo da prefeitura de Cruz das Almas e diz  ter trabalhado em uma escola privada de boxe. As duas experiências, porém, duraram pouco.
De acordo com Mario do Jornal, atual vereador que foi secretário do Esporte de Cruz das Almas, Sertão foi, por seis meses, assistente num projeto da prefeitura em 2009. No entanto, no ano seguinte, o projeto não teve continuidade.

"Na época, eram 12 núcleos esportivos, o boxe era um deles. Sertão era assistente de instrutor, porque todos os instrutores precisam de formação em Educação Física. É assim com qualquer projeto que tenha ligação com autarquias estaduais (como a Sudesb) e empresas como a Petrobras, que é patrocinadora do nosso Centro de Referência do Esporte", explica o político.

Para Luiz Dórea, o ideal para Sertão seria viver como treinador ou instrutor de boxe na cidade natal, já que Cruz das Almas revelou outros talentos na modalidade, como os meio-pesados Washington Silva e Cleiton Conceição.

"Cruz das Almas é um celeiro. De lá, vieram grandes atletas. Por que a prefeitura não ajuda a formar novos campeões? O Brasil só ajuda o atleta quando ele está em cima. Não aposta na base. Por que não apostam nas crianças? Por que uma empresa privada não aposta nisso?", questiona o treinador. "A prefeitura deveria usá-lo em programas sociais, ou colocá-lo numa escolinha para a formação de novos atletas", defende.

"Cruz das Almas é um celeiro. De lá, vieram grandes atletas. Por que a prefeitura não ajuda a formar novos campeões? O Brasil só ajuda o atleta quando ele está em cima. Não aposta na base. Por que não apostam nas crianças? Por que uma empresa privada não aposta nisso?", questiona o treinador. "A prefeitura deveria usá-lo em programas sociais, ou colocá-lo numa escolinha para a formação de novos atletas", defende.

Já o jornalista esportivo Wilson Baldini Jr acredita que o ex-atleta ficou muito tempo "escondido", e que a insistência em não sair de Cruz das Almas pode dificultar sua reinserção no boxe. "Talvez, se ele fosse para Salvador, conseguiria achar uma escola para dar aula com mais facilidade. Mas não ajuda o fato de ele ter se isolado quando perdeu o título. As pessoas esquecem", justifica.

Texto:
Juliana Lisboa e Vitor Villar
A Tarde

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Jorge Coutinho e Edyr Duque, peça "Circo Pasmado" (1965)


"Eu e a bela Edyr Duque, na época Edyr de Castro, em "Chico do Pasmado" de Aurimar Rocha e Renato Sérgio, que estreamos em setembro de 1965 no Teatro de Bolso, em Ipanema, com música de Billy Blanco. Eu interpretava o personagem "Chico do Pasmado" e em uma das músicas, havia a que falava sobre o direito de escolha. O que eu sinto hoje é que não podemos dar voz a nossas opiniões sem sermos julgados ou mal interpretados, não podemos mais opinar nosso próprio direito de escolha sem sermos atacados pelos os que discordam de nós. Então, quero dizer e deixar claro que sou: negro, espírita, vascaíno, mangueirense, um dos fundadores da UNE, do Opinião, do MDB e estou nesta brincadeira desde 1959."

Jorge Coutinho



Oswaldo de Camargo, escritor, jornalista e ativista do movimento negro



Oswaldo de Camargo é jornalista, poeta, contista, novelista e músico amador. Acha pouco? Saiba que provavelmente seja a maior autoridade brasileira em literatura negra. Desde os 17 anos, Oswaldo de Camargo dedica-se a literatura e a seu acervo literário, um dos mais brilhantes quando o assunto é negritude. É um dos responsáveis pela inclusão da literatura negra no circuito cultural do Brasil.


Dono de um raciocínio ágil e aguçada inteligência, Oswaldo de Camargo surpreende por todo conhecimento que possui sobre os escritores negros brasileiros e livros que tratam da temática negra. 

Nasceu em Bragança Paulista/SP, em 1936. Dos 12 aos 17 anos estudou no Seminário Menor Nossa Senhora da Paz, em São José do Rio Preto, de onde saiu em 1954. Estudou piano e harmonia no Conservatório Santa Cecília, em São Paulo.

Estreou em 1959, com o livro de poemas "O homem Tenta Ser Anjo", no tempo em que era diretor de cultura da Associação Cultural do Negro, em São Paulo, e trabalhou como revisor no Jornal Estado de São Paulo, empresa na qual iniciou sua carreira no jornalismo, em 1955. 

Seu segundo livro, "15 Poemas Negros" é de 1961, marcado por um prefácio de Florestan Fernandes. Na prosa, estreou com o livro de contos "O carro do Êxito", de 1972, seguido da novela "A Descoberta do Frio", de 1978, e os poemas de "O Estranho". Em 1987, teve editado pela Secretaria de Estado da Cultura o livro "O Negro Escrito - Apontamentos da Presença do Negro na Literatura Brasileira".

Tem poemas e contos traduzidos para o alemão, francês e espanhol.

Recebeu, em 1998, da Secretaria da Cultura de Santa Catarina, a "Medalha Cruz e Souza", pelas publicações e estudos em jornais e revistas sobre o poeta. Atualmente, é coordenador de literatura do Museu Afro Brasileiro, em São Paulo.

Em 2015, recebeu da Câmara Municipal de São Paulo o título de Cidadão Paulistano.

Obras:

- Um Homem tenta ser Anjo - Poemas, Edição do autor, apresentação de Sérgio Milliet e prefácio de José Pedro Galvão de Souza, 1959;
- 15 Poemas Negros - Série Cultura Negra, da Associação Cultural do Negro, com um estudo do prof. Florestan Fernandes, 1961;
- Nova Reunião da Poesia do Mundo Negro - 3 poemas, antologia organizada por Léon Damas, Paris, 1967;
- Antologia dos Poetas da Cacimba - 2 poemas, 1967;
- O Carro do Êxito - Contos, Editora Martins, Apresentação de Jane M. McDivitt, ilustrações de genilson, 1972;
- A Descoberta do Frio - Novela, Edições Populares, Apresentação de Clovis Moura, ilustrações de Luiz Boralli, 1979;
- O Estranho -Ed. Rowitha Kempf , 1984;
- A Razão da chama - Antologia dos Poetas Negros Brasileiros (organização),GRD, 1986;
- O Negro Escrito - Apontamentos sobre a presença do negro na Literatura Brasileira, Secretaria de Estado da Cultura, Acessoria de Cultura Afro-Brasileira, capa e projeto grafico Ubirajara Motta, 1987;
- Solano Trindade, poeta do povo - Aproximações, Com-Arte-Editora Laboratório do Curso de Editoração, USP,2009.

Visite:
http://oswaldodecamargo.blogspot.com.br



domingo, 24 de abril de 2016

Para donwload: Mahomma Baquaqua, única biografia de um ex-escravo no Brasil



Mahomma Gardo Baquaqua foi vendido como escravo para o Brasil, em 1845, quando o traslado já era proibido no país desde 1831. Filho de um próspero comerciante da cidade de Djougou (hoje o Norte de Benin), no continente africano, foi trazido à força para o Brasil.
De Pernambuco, Baquaqua foi vendido para um dono de escravos no Rio de Janeiro. De lá, teve uma missão de entrega de café na cidade de Nova York, em 1846. No norte dos EUA, onde a escravidão não era mais permitida, fugiu. Esteve no Haiti e retornou aos EUA. 
Após aprender inglês, migrou para o Canadá.
Link:

Opção 1
https://drive.google.com/open?id=0B_RHoy8TvK7pNmZBeVJ2bEx1VXc

Opção 2
http://www.4shared.com/office/CWqP6qhVce/Mahomma_Baquaqua.html



sexta-feira, 22 de abril de 2016

John Lee Hooker, cantor e guitarrista de blues (1917 - 2001)


Nasceu em 22 de agosto de 1917 em Clarksdale, Mississipi , EUA foi um influente cantor e guitarrista de blues americano.
A carreira de Hooker começou em 1948 quando ele alcançou sucesso com o compacto "Boogie Chillen", apresentando um estilo meio falado que tornaria-se sua marca registrada. Ritmicamente, sua música era bastante livre, uma característica que ele tinha em comum com os primeiros músicos de delta blues. Sua entonação vocal era menos associada à música de bar em relação aos outros cantores de blues. Seu estilo casual e falado errado seria diminuído com o advento do blues elétrico das bandas de Chicago mas, mesmo quando não estava tocando sozinho, Hooker mantia as características primordiais de seu som.
Ele o fez, entretanto, levando adiante uma carreira solo, ainda mais popular devido ao surgimento de aficcionados por blues e música folk no começo dos anos 60 - ele inclusive passou a ser mais conhecido entre o público branco, e deu uma oportunidade ao iniciante Bob Dylan.
Ele apareceu e cantou no filme The Blues Brothers 1980. Devido à Hooker's improvisational estilo, seu desempenho foi filmado e o som, gravado ao vivo no palco em Chicago's Maxwell Street Market, em contraste com a habitual "playback" técnica utilizada na maioria dos filmes musicais . Hooker foi também uma influência direta no olhar de John Belushi do personagem Jake Blues, por sua maneira de se vestir e usar os oculos.
Outro destaque de sua carreira aconteceu em 1989, quando se juntou à diversos astros convidados, incluindo Keith Richards e Carlos Santana, para a gravação de The Healer, que acabaria ganhando um Grammy.
Hooker gravou mais de 100 álbuns e viveu os últimos anos de sua vida em São Francisco, onde era dono de um clube noturno chamado "Boom Boom Room", nome este inspirado em um de seus sucessos.

Site:
www.johnleehooker.com

Texto:
http://biograblues.blogspot.com.br




Charlie Parker, músico e compositor (1920 – 1955)



O saxofonista-alto Charlie Parker revolucionou as possibilidades harmônicas e a sintaxe rítmica de improvisação no jazz à extensão de um novo idioma inteiro, ou ao menos fez emergir um novo dialeto de jazz. O seu estilo continua engajando gerações sucessivas de instrumentistas. 

O bebop não era tanto uma quebra com o passado, mas sim uma evolução lógica. Parker continuou usando mudanças de acordes nas canções populares como a base para improvisação. Mas como ele estava equipado com excessos de virtuosismo conceitual e instrumental, os desafios do swing tradicional já não mais o absorviam. Assim, ele foi procurar novos desafios a resolver utilizando o mesmo material musical, incorporando um conteúdo harmônico mais sutil e extenso nas improvisações e acrescentando à velocidade um zig-zag rítmico mais complexo. 

Como a improvisação se tornou mais desafiante aos jovens músicos de talento, também se tornou mais desnorteante às platéias acostumadas com as bigbands. Por outro lado, as complexidades da música de Parker tiveram o efeito de trazer para o jazz uma cultura musical mais selecionada e exigente. A música prosperou sendo tocada para pequenas platéias, mas criando uma maior liberdade para os instrumentistas e seus maravilhosos solos. 

Charlie Parker nasceu em 20 de agosto de 1920, em Kansas City, Missouri, conhecendo a música enquanto aluno da high school. No início dos anos 30 ele fez bicos tocando pela cidade, afiando seu tom e técnica. Ele gravou pela primeira vez com a Jay McShann Orchestra entre 1940 e 1942. 

O seu progresso durante os próximos dois anos não ficou documentado, devido à proibição de fazer gravações imposta pela sindicato de músicos. Até que ele retomasse ras sessões de gravação em 1944-45, suas improvisações fabulosas nos tempos de breakneck ("Ko Ko", "Donna Lee", "Shaw Nuff") encantavam os jovens jazzistas e ameaçavam os veteranos, fixando um novo parâmetro e alimentava a principal controvérsia musical na história de jazz. 

Mas a batalha aprofundou-se para o campo cultural uma vez que a propensão de Parker pela droga pesada e vida difícil fizeram com que o bebop fosse definido como uma música de bandido e com um estilo de vida que muitos escolheram para seguir. As gravações definitivas da carreira de Parker foram feitas na Savoy entre 1945-48 ("Now's the Time", "Thriving Of A Riff", "Billie's Bounce"), e na Dial entre 1946-47 ("Ornithology", "A Night In Tunisia", "Lover Man", "Scrapple From The Apple").

Elas venderam muito pouco, mas eram profundamente influentes para jovens músicos do pós-guerra como o Hot Seven de Armstrong e as primeiras bigbands foram para os músicos dos anos trinta. Até mesmo durante o período inovador de Parker ele continuou sendo uma figura de mistério para o público em geral. 

O terceiro capítulo do trabalho principal de Parker começou em 1948, quando Norman Granz começou a fazer gravações em contextos diferentes com o propósito de levar a sua música a uma audiência mais ampla. Até então, suas inovações principais tinham se esgotado e o seu repertório tinha estreitado a um número pequeno de músicas.

Mas esse álbum com acompanhamento de cordas criou um novo filão para Parker: brilhantes solos foram executados nesse seu último trabalho inovador. Ele morreu em 1955 com a idade de 35 anos, devido a combinação causada pelas drogas e problemas médicos. 

DISCOGRAFIA

1945 The Charlie Parker Story
1945 Yardbird Suite: The Ultimate Collection
1946 Complete Dial Sessions
1946 Bird & Pres (live)
1947 Legendary Dial Masters, Vol. 1 - 2
1947 Diz & Bird at Carnegie Hall (live)
1948 The Complete Savoy Sessions
1948 Bird at the Roost: The Savoy Years, Vol. 1
1949 Jazz at the Philharmonic, 1949 (live)
1950 Bird with Strings (live)
1953 Jazz at Massey Hall
1953 One Night in Washington Elektra
1945 The Charlie Parker Story
1945 Yardbird Suite: The Ultimate Collection
1946 Complete Dial Sessions
1946 Bird & Pres (live)
1947 Legendary Dial Masters, Vol. 1 - 2
1947 Diz & Bird at Carnegie Hall (live)
1948 The Complete Savoy Sessions
1948 Bird at the Roost: The Savoy Years, Vol. 1
1949 Jazz at the Philharmonic, 1949 (live)
1950 Bird with Strings (live)
1953 Jazz at Massey Hall
1953 One Night in Washington

Texto:

Charles Mingus, músico e compositor (1922 – 1979)


Charles Mingus nasceu no dia 22 de abril de 1922 em Nogales, Arizona e foi criado em Watts, nos arredores de Los Angeles. Inspirado por música gospel e Duke Ellington, Mingus estudou baixo e composição antes de se integrar em New York ao jazz nos anos quarenta, tocando com Louis Armstrong e Lionel Hampton entre outros. 

Sua ascensão foi em princípios de 50, trabalhando com Charlie Parker, Miles Davis e Duke Ellington, quando se tornou um do poucos baixistas a ter seu próprio conjunto de jazz. Com seus álbuns pioneiros "Pithecanthropus Erectus"(1956), "New Tijuana Moods"(1957) e "Mingus Ah Um"(1959), Mingus se estabeleceu como um dos compositores de jazz mais importantes do seu século. 

Além de escrever e executar composições de jazz, ele abriu caminho para a fusão da música clássica com o jazz, escrevendo longas peças, algumas das quais ainda não foram descobertas ou só foram executadas depois da sua morte. 

Desacreditado com o modo com que as gravadoras lidavam com os músicos de jazz, Mingus formou sua própria gravadora e editora, que ficou conhecida como "Jazz Workshop" voltada para músicos aspirantes e onde ele também utilizava o piano. Conhecido pelo temperamento difícil, Mingus despedia os músicos sem hesitação se eles não atendessem aos padrões exigidos, entrando em conflito com muitas figuras proeminentes do jazz. 

Depois de ser rejeitado no Monterey Jazz Festival em 1965, Mingus se afastou das apresentações, só voltando em 1969. No começo de 70 Charles Mingus ensinava composição na SUNY-Buffalo e preparava uma autobiografia. 

Ao longo dessa década Mingus compôs com freqüência ao passo que tocava cada vez menos. Em 1977 ele foi diagnosticado como portador de uma desordem nervosa Esclerose Lateral Amniotrópica, mais conhecida como Doença de Lou Gehrig. 

Eventualmente limitado a uma cadeira de rodas e incapaz para tocar piano, Mingus continuou criando idéias novas em seu gravador até vir a falecer no dia 5 de janeiro de 1979 em Cuernavaca, México. Suas cinzas foram jogadas no Rio Ganges, enquanto músicos e aficionados do jazz no mundo todo lamentaram a perda desse grande compositor americano. 


DISCOGRAFIA
1955 Mingus at the Bohemia (live)
1956 Pithecanthropus Erectus
1957 The Clown
1957 Tijuana Moods
1957 New Tijuana Moods
1959 Blues and Roots
1959 Mingus Ah Um
1960 Pre-Bird
1960 Charles Mingus Presents Charles Mingus
1961 Oh Yeah
1963 The Black Saint and the Sinner Lady
1963 Mingus, Mingus, Mingus, Mingus, Mingus
1970 Reincarnation of a Lovebird
1971 Let My Children Hear Music
1973 Changes One & Two
1976 Cumbia & Jazz Fusion
1977 Three or Four Shades of Blues
1977 His Final Work

Texto:

Os negros são mais geniais do que supõe nossa vã filosofia

Tem gente que acredita que os negros só inventaram a cachaça, a feijoada e o samba. Este blog pretende mostrar que o mundo é mais negro do que supõe nossa vã filosofia: negros inventores, cientistas, autores, esportistas, líderes, etc.

 

© 2013 Rogério de Moura